Testemunho Esforçadinho

Medicina Desportiva

Testemunho de Luís (Esforçadinho), Medicina Desportiva

Há uns tempos viram-me numa câmara a fazer oxigenação hiperbárica a convite da Portugal Advanced Health (PAH). Quem me foi questionando no momento foi percebendo as coisas… mas fica aqui o relato da minha experiência (já tardio).

Nas pesquisas que vou fazendo sobre desporto e performance, já tinha visto várias pistas sobre a utilização desta técnica na alta competição. Os casos mais badalados foram no futebol, com atletas como o Cristiano Ronaldo a recorrer a esta técnica por algumas vezes.

➡️ Mas o que é afinal a oxigenação hiperbárica?

É essencialmente um tratamento não invasivo e indolor. Entramos numa câmara capaz de simular a pressão atmosférica. Neste caso somos submetidos a uma pressão equivalente aquela que é sentida num mergulho a 4 metros de profundidade, enquanto é administrado oxigénio concentrado (98%) via uma máscara. Desta forma é criado que favorece a regeneração celular.

Este tratamento é utilizado em vários casos, nomeadamente em traumatologia, reumatologia, neurologia, etc… No caso do desporto é enquadrado na prevenção e tratamento de lesões, melhorando a resistência, aumentando o volume muscular, diminuindo a fadiga e melhorando a performance.

➡️ A minha experiência na PAH

Este tratamento, apesar de totalmente seguro, não é uma brincadeira e o acompanhamento, desde o primeiro segundo, é muito sério e profissional. Antes de ter tido qualquer tipo de contacto com a câmara hiperbárica, tive que fazer três exames médicos: timpanograma, raio-x ao tórax e eletrocardiograma em repouso.

Realizados os exames, temos que fazer uma consulta com um médico especialista. Desde que lá chegamos, somos acompanhados por enfermeiras devidamente formadas. O centro, no complexo da Fisiogaspar tem todas as condições possíveis e imaginárias. Basta olhar para todas as especialidades disponíveis… um sonho para a performance e bem-estar.

São analisados os exames e ainda nos fazem uma consulta geral. Analisados os ouvidos, e até os dentes. Isto porque a submissão à pressão é algo que deve ser levado a sério para minimizar possíveis efeitos secundários indesejados.

Marcadas as sessões, bastava aparecer na data certa. A câmara é apresentada. Um pequeno tubo com um tecido plastificado… lá dentro uma gaveta acolchoada está preparada para nos receber. É-nos dada uma máscara que ficará connosco ao longo de todos os tratamentos.

Aprendemos a manobra de valsalva e ensinam-nos os sinais para comunicarmos com quem está fora da câmara. Isto porque não se ouve bem de dentro para fora (e vice-versa). A comunicação é semelhante à dos mergulhos. 👌 para indicar que está tudo ok. 👍 para subir, 👎para descer. 👈 apontar para o ouvido caso nos esteja a doer. Cada tratamento demora uma hora, sendo que os profissionais não saem da sala e estão constantemente a espreitar a nossa condição. 6 a 7 vezes, pelo menos, durante esse período.

Para a câmara entramos com a nossa roupa normal. Podemos (devemos) levar leitura para nos entretermos, água (para hidratar e porque ajuda na subida e na descida) … os aparelhos eletrónicos ficam do lado de fora (a câmara da PAH está homologada para os receber, mas as recomendações dos reguladores nacionais é que não entrem).

➡️ Subir? Descer? Mas afinal o que é que acontece?

Entramos na câmara, onde ficamos surpreendentemente confortáveis. Ligamos a máscara que nos foi dada à saída de oxigénio, as saídas de ar são fechadas e a máquina é ligada. Seguidamente, a enfermeira coloca o fundo da câmara que se fecha já devido à pressão. Começamos então a “descer”. Este é o processo de simulação de aumento de pressão como se estivéssemos a mergulhar a 4 metros de profundidade. Esta aumenta o equivalente a 1 metro por minuto, pelo que é um processo bastante lento e progressivo. Enquanto o fazemos, vamos sendo acompanhados pela enfermeira que avalia o nosso estado constantemente. Vamos fazendo a manobra de valsalva e bebendo água para aliviar a pressão nos ouvidos.

Eu não sou claustrofóbico, mas alguém que seja pode ter receios da câmara. Porém, esta é mais espaçosa que aparenta. Além disso, quando estamos lá dentro, em caso de emergência, temos a possibilidade de unilateralmente abrir as saídas de ar, o que resultaria de imediato na redução da pressão e abertura da câmara. A colocação de pressão na câmara é algo barulhenta, mas o ruído é constante e inócuo. Acabamos por nos habituar depressa.

Podemos mexer-nos, sendo que convém estarmos o mais calmos possível. É de evitar, por exemplo, cruzar as pernas, pois queremos que haja o mínimo de pressões no corpo. Em todas as minhas sessões, o que aconteceu foi ter sono. Passados uns 30 a 40 minutos sentia muita sonolência. Mas dormir, por muito tentador que seja, não é também permitido, para que se mitiguem perigos e se mantenha a eficácia do tratamento no máximo. Adormecendo, diminuímos o ritmo cardíaco demasiado e isso reduz a eficácia.

Cada pessoa é uma pessoa, mas onde tive alguns problemas, foi a “subir”. Isto porque senti alguma pressão nos ouvidos e uma dor ligeira. Para resolver este problema, depois das duas primeiras sessões, o que se acabou por fazer foi fazer a simulação de subida (portanto a passagem do ambiente pressurizado para a pressão atmosférica normal) a durar também quase 5 minutos ao invés dos habituais 30 a 60 segundos.

Em termos do tratamento em si, confesso que tinha muitas expectativas e as mesmas não foram goradas. Acabava todos os tratamentos bastante descansado e no dia seguinte, cada vez que ia treinar, sentia as pernas frescas. De tal maneira que até sentia as pernas com o peso habitual de quando não treinamos dois dias… mas depois de aquecer, era como se estivesse sempre em pico de forma. Treinava sempre com recuperação completa feita e pronto a voltar a meter carga. Durante o dia senti-me sempre cheio de energia. Outra mudança foi a vascularização que era claramente mais notória nos dias de tratamento.

Estas sessões não fazem milagres e a performance não melhora de um dia para o outro (não treinem, não!)… o que acontece é que recomeçamos sempre frescos e com disponibilidade física total.

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